Dois Projetos Brasileiros São Finalistas do Premios Verdes 2026 no Equador
Projetos do Rio de Janeiro e de Fortaleza unem restauração ambiental, reintegração social e economia circular. A
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Projetos do Rio de Janeiro e de Fortaleza unem restauração ambiental, reintegração social e economia circular.
CUENCA, AZUAY, ECUADOR, September 15, 2026 /EINPresswire.com/ — Iniciativas desenvolvidas no Rio de Janeiro e em Fortaleza estão entre os 52 projetos finalistas da 11ª edição do Premios Verdes, que será realizada de 19 a 22 de outubro, em Cuenca, no Equador.
Os projetos brasileiros unem restauração ambiental e reintegração social e propõem o aproveitamento de resíduos agroindustriais como alternativa para fortalecer a pecuária leiteira familiar.
Transformar a restauração ecológica em uma oportunidade de reintegração social para pessoas privadas de liberdade e reaproveitar resíduos agroindustriais na produção de novos insumos para a pecuária familiar. Essas são as propostas que levaram dois projetos brasileiros à final do Premios Verdes 2026.
Replantando Vida: Restauração Ecológica para a Reintegração Social, desenvolvido no Rio de Janeiro, e Biovalor – Alimentação Animal Circular para a Pecuária Leiteira Familiar, de Fortaleza, foram selecionados como finalistas da 11ª edição do Premios Verdes, que reúne soluções ambientais e sociais desenvolvidas em diferentes países da América Latina e do Caribe.
O processo de seleção começou com uma chamada internacional que recebeu 2.087 inscrições de 29 países e 613 cidades, revelando a diversidade de iniciativas desenvolvidas na região para responder a desafios ambientais, sociais e produtivos.
Restauração ambiental como caminho para a reintegração social
No Rio de Janeiro, o projeto Replantando Vida é finalista na categoria Desenvolvimento Humano. Liderada por Alan Henrique Marques de Abreu, a iniciativa conecta duas frentes: a recuperação ambiental e a criação de oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade.
O programa promove capacitação e emprego em atividades de restauração ecológica, fazendo da recuperação de ecossistemas uma ferramenta de apoio aos processos de reintegração social.
O Brasil tem mais de 700 mil pessoas privadas de liberdade. No Rio de Janeiro, menos de 4% dessa população tem acesso ao trabalho. Ao mesmo tempo, segundo os dados apresentados pela iniciativa, restam cerca de 27% da Mata Atlântica original. É nesse contexto que o projeto articula recuperação ambiental, capacitação e geração de oportunidades.
Resíduos agroindustriais voltam à cadeia produtiva
Em Fortaleza, o projeto Biovalor – Alimentação Animal Circular para a Pecuária Leiteira Familiar é finalista na categoria Economia Circular.
A iniciativa transforma resíduos agroindustriais em insumos produtivos, utilizando biotecnologia e processos de peletização para valorizar materiais como o bagaço de malte e reinseri-los na cadeia produtiva.
O modelo também integra cooperativas rurais a uma cadeia circular, com o objetivo de fortalecer a sustentabilidade econômica e ambiental da pecuária leiteira familiar, reduzir resíduos orgânicos e diminuir emissões por meio da substituição parcial de insumos convencionais.
Os dois projetos brasileiros estão entre os 52 finalistas de 12 países, distribuídos em dez categorias do Premios Verdes 2026. A participação do Brasil evidencia duas abordagens complementares para a sustentabilidade na região: soluções que combinam recuperação de ecossistemas e impacto social e modelos produtivos que transformam resíduos em novos recursos.
“A inovação na América Latina tem uma característica extraordinária: nasce da capacidade de conectar conhecimento, território e tecnologia. Quando a ciência dialoga com os saberes ancestrais, as comunidades e o empreendedorismo, surgem soluções que respondem a necessidades concretas e têm potencial para ser replicadas em outras partes do mundo. Esse é um dos grandes ativos da nossa região”, afirmou Gustavo Manrique, presidente do Premios Verdes.
Os dois projetos brasileiros finalistas participarão do Evento Global do Premios Verdes 2026, de 19 a 22 de outubro, em Cuenca, no Equador. A programação reunirá projetos, especialistas, organizações parceiras e representantes do ecossistema de sustentabilidade, além da deliberação do júri e da cerimônia de premiação.
Sobre o Premios Verdes
O Premios Verdes é um movimento regional que identifica, conecta e amplia a atuação de projetos e lideranças que desenvolvem soluções sustentáveis na América Latina e no Caribe. Ao longo de mais de uma década, recebeu mais de 22 mil projetos de 53 países, consolidando-se como um dos principais encontros da região dedicados à inovação ambiental, ao impacto social e à sustentabilidade.
A edição de 2026 conta com o apoio e a participação de PNUD, VGV CORP, AENOR, OIM, ESPOL, ANDOR – BYD, Agua Cielo, LATAM, Banco del Austro, Grupo Vintimilla, Coca-Cola, Indurama, CRISFE, Banco Pichincha, ECOGAL, ARTESA, Art Hotels, Tim Ballard Foundation, Graiman – Atenas, Banco Guayaquil, INHAUS e GET, organizações e empresas que integram o ecossistema do Premios Verdes e fortalecem sua capacidade de articulação entre organismos internacionais, academia, setor privado e outros atores comprometidos com a sustentabilidade.
O Premios Verdes também conta com um júri internacional e um Advisory Board formado por lideranças ligadas a organismos multilaterais, bancos de desenvolvimento, conservação, academia, setor privado e fundos internacionais. Seu modelo reúne convocatória internacional, curadoria técnica, programas de fortalecimento e aceleração, visibilidade e um encontro internacional que conecta empreendedores, empresas, governos, academia e organismos multilaterais para gerar oportunidades e ampliar o impacto das soluções participantes.
A edição de 2026 será realizada de 19 a 22 de outubro, em Cuenca, no Equador, reunindo projetos, lideranças, organizações e empresas em torno de uma agenda dedicada à sustentabilidade, à inovação e à transformação da região.
Omar Dimitrakis
Agencia Dimitrakis
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Cuenca ciudad sede de Premios Verdes 2026
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